O Congresso dos Estados Unidos está avaliando um projeto de lei polêmico que pode impactar significativamente os proprietários de veículos elétricos (VEs) e híbridos. Como promessa de campanha do presidente Trump, está a eliminação do incentivo fiscal federal para a compra ou leasing desses veículos, que agora é uma das principais propostas em análise no Senado.
Atualmente, o crédito fiscal para VEs expiraria em 2032. Contudo, a nova proposta antecipa essa data para o final de 2025. Isso significa que, a partir de 2026, os compradores não terão esse benefício fiscal, tornando os híbridos e VEs potencialmente menos economicamente atraentes.
Além da remoção do crédito fiscal, o projeto também propõe a cobrança de uma taxa de registro anual: 250 dólares para VEs e 100 dólares para híbridos. A justificativa é que, por não contribuírem tanto para os impostos sobre combustíveis, esses veículos acabam pagando menos pela manutenção das estradas.
Para efeito de comparação, a taxa de VEs corresponderia aos impostos de um carro a gasolina que consome 1.358,7 galões por ano. Isso é quase o consumo anual de um Bugatti Chiron Super Sport, carro de 3,825 milhões de dólares. Já a taxa de híbridos equivale ao imposto sobre 543,5 galões de gasolina, um valor que muitos carros híbridos dificilmente atingem.
A premissa de que os VEs precisam contribuir mais para a infraestrutura viária é válida, mas os valores sugeridos parecem excessivos. Compará-los a um imposto de consumo de supercarros não nivela o campo de jogo; na verdade, penaliza os motoristas de VEs.
Um equilíbrio é necessário para que os VEs contribuam de forma justa sem desincentivar seu uso, essencial na transição para uma mobilidade mais sustentável. O atual projeto de lei falha nesse desafio.
O Senado dos EUA analisa um projeto que visa cortar créditos fiscais e impor altas taxas de registro para VEs e híbridos, potencialmente inibindo seu crescimento e prejudicando a transição para veículos sustentáveis.