A chegada do esportivo MG Cyberster à minha vizinhança chamou atenção imediata, sendo até confundido com um Lamborghini. De relance, suas portas tesoura e a cor Inca Yellow são de deixar qualquer um boquiaberto, oferecendo um charme que rivaliza com carros de cifras elevadas.
Como em muitos esportivos britânicos, a praticidade das portas do Cyberster deixa a desejar, especialmente em tempos chuvosos, mas seu design elétrico e moderno compensa. O longo capô e as luzes traseiras em estilo union jack entregam que este não é um conversível clássico.
Enquanto isso, a BMW aposta no tradicional com o Z4 G29, agora disponível com câmbio manual. O Handschalter Pack transforma o Z4, oferecendo uma experiência mais envolvente. O motor 3.0 turbo de seis cilindros continua sendo um destaque, ainda que a troca de marchas manual não seja perfeita.
O Cyberster não oferece o mesmo charme sonoro do motor da BMW, mas compensa com potência elétrica. O modelo GT tem 496 cv, tração nas quatro rodas e acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,3 segundos. Contudo, o SUV elétrico parece mais voltado para o conforto do que para uma experiência puramente esportiva.
O Z4, com seu pacote de ajuste de chassi, revive o espírito esportivo, com uma dirigibilidade mais precisa e um interior superior. Enquanto isso, o Cyberster peca na estabilidade em terrenos acidentados e tem um layout interior confuso, com telas múltiplas que distraem mais do que ajudam.
No quesito tecnologia, o Cyberster carrega ares de drama e informações em excesso. Já o Z4, mesmo sem tanto aparato digital, oferece um interior elegante e funcional. A operação rápida do teto é onde o Z4 leva vantagem, também oferecendo um pouco mais de espaço no porta-malas.
Apesar do Z4 se destacar por sua dirigibilidade afinada, o Cyberster oferece uma autonomia considerável, com um alcance de até 276 milhas. A recarga rápida é outro atrativo, facilitando as viagens prolongadas.
A disputa entre o clássico e o futurista revela dois carros que atendem a demandas diversas. O Z4 se reafirma como um esportivo clássico, enquanto o Cyberster chega antes dos concorrentes elétricos, com um design ousado e potencial para encantar.
O embate entre a MG e a BMW testa os limites entre inovação elétrica e tradição a combustão. Enquanto o Z4 aprimora o que já era bom, o Cyberster abre caminho para um novo tipo de roadster.
![]() | Ambos os automóveis têm os seus pontos fortes e fracos. Na realidade, trata-se de saber o que cada condutor valoriza mais - desempenho clássico ou estilo moderno. |
![]() | Não posso deixar de sentir que o entusiasmo em torno do MG Cyberster tem mais a ver com a sua aparência do que com o seu desempenho real na estrada. |