As regras CARS visam impedir a publicidade enganosa em informações essenciais que podem influenciar a escolha ou ação dos compradores. O preço anunciado deve ser o preço final, excluindo apenas impostos obrigatórios. A norma se aplica a veículos automotores, mas exclui barcos, motocicletas, veículos recreativos e carros de golfe.
Os concessionários são obrigados a divulgar claramente o preço e a manter consistência em toda a comunicação. Informações eletrônicas não podem ser ocultadas e devem ser facilmente compreensíveis, sem jargões legais. Isso também se aplica às comunicações verbais, que devem ser claras e compreensíveis para o consumidor médio. As concessionárias devem obter consentimento explícito antes de cobrar qualquer valor do consumidor.
As regras CARS impedem que as concessionárias cobrem por produtos ou serviços adicionais sem consentimento claro. Produtos adicionais não obrigatórios, como pacotes de manutenção ou garantias estendidas, não podem ser impostos aos compradores.
Os consumidores não podem ser forçados a renunciar aos seus direitos sob as regras CARS. Concessionárias que violarem as regras enfrentarão penalidades severas, incluindo restituição aos consumidores prejudicados e multas civis. Essas regras prevalecem sobre legislações estaduais menos protetoras.
A contestação legal por parte da NADA e TADA pretende impedir a implementação das regras CARS. Elas alegam que a FTC abusou de sua discricionariedade. Se o tribunal decidir a favor da FTC, as regras ainda poderão enfrentar atrasos em sua implementação.
As regras CARS foram projetadas para proteger os compradores de práticas injustas por concessionárias. Entretanto, a contestação legal atual impede a plena vigência das novas normas. A disputa continua, e a proteção aos consumidores pode enfrentar obstáculos até uma nova decisão judicial.