Os motores nas rodas estão prestes a se tornar uma realidade palpável. Essas inovações têm ganhado atenção, especialmente com a motocicleta Verge, que exibe uma roda sem cubo central ou eixo. A ideia é simples: enquanto um motor convencional tem seu rotor central, nos motores nas rodas, o rotor circunda a borda externa, movendo a roda diretamente. Essa configuração elimina a necessidade de engrenagens de redução, aumentando o torque.
1. Redução de Componentes: A ausência de engrenagens e eixos reduz o atrito, a complexidade e o peso.
2. Controle Independente: Em carros com tração traseira, como o Renault 5 Turbo 3E, cada roda traseira teria controle de torque individual, aprimorando diversas funcionalidades.
3. Mais Espaço Interno: Sem motor central, há mais espaço para baterias, bagagem ou áreas de absorção de impacto.
Uma preocupação comum é o peso excessivo das rodas e seu impacto na dinâmica. Contudo, esses motores são bastante leves. Um estudo da Lotus com motores da Protean mostrou que o impacto negativo na condução poderia ser corrigido com ajustes na suspensão.
Apesar do potencial, fabricantes já investiram fortunas em plataformas de motores centrais para veículos elétricos. Assim, a dominação global dos motores nas rodas ainda deve demorar. Curiosamente, esse "novo" conceito foi usado pela primeira vez em 1901, no híbrido Lohner-Porsche.
Resumo: Os motores nas rodas prometem revolucionar a indústria automotiva, oferecendo vantagens em espaço, eficiência e controle. Apesar de desafios, ajustes na suspensão podem mitigar efeitos negativos. Porém, sua adoção em larga escala ainda encontrará resistência devido aos investimentos já realizados em plataformas tradicionais.