Em 2020, a proibição de veículos a combustão pela Califórnia foi vista como ousada e celebrada por ambientalistas. No entanto, críticos temeram que se tornasse um modelo nacional, restringindo a escolha dos consumidores, segundo a Associação de Fabricantes de Equipamentos Especiais (SEMA). Agora, o Congresso enviou ao então presidente Trump um projeto de lei que bloqueia esse mandato da Califórnia, mas a disputa não para por aí.
Além do bloqueio ao mandato de veículos elétricos, outros dois projetos de lei tentam impedir a Califórnia de aplicar suas próprias regulamentações de emissões de escapamento, comprometendo a permissão da EPA para definir padrões ambientais locais e regras para emissões de óxidos de nitrogênio em caminhões comerciais e pesados.
Este movimento do Congresso para suprimir os padrões estaduais de poluição desafia a histórica capacidade de os estados regularem suas próprias emissões, prática autorizada pelas isenções da EPA desde o Ato de Qualidade do Ar de 1967.
Ironia do destino, em 1970, a Califórnia foi processada pela EPA por não atingir os padrões federais. Graças ao Conselho de Recursos Atmosféricos da Califórnia (CARB), criado em 1967, o estado implementou suas próprias normas de poluição, respeitadas por 16 estados e o Distrito de Columbia.
Como cerca de 11% dos carros novos são vendidos na Califórnia, os fabricantes optam por alinhar seus controles de poluição aos padrões da CARB por conveniência, ajustando apenas detalhes como os adesivos de emissões.
Ainda que alguns comemorem a interrupção da liderança da Califórnia nas regulamentações aéreas, a celebração pode ser prematura. A Califórnia já sinalizou que pretende processar caso estas leis sejam sancionadas, respaldada por quase seis décadas de jurisprudência. O desfecho ainda é incerto.
O Congresso desafia os esforços da Califórnia para controlar as emissões de veículos, ameaçando a autoridade do estado de estabelecer suas próprias normas ambientais. A disputa judicial parece inevitável, e o resultado poderá redefinir o equilíbrio entre autoridade federal e estatal nas questões de poluição.